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Negócios
Sociais. Como é o modelo que dá lucro e ajuda a sociedade?
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Solidarium,
Sementes de Paz e Banco Pérola são exemplos de
empreendedorismo com foco no auxílio social e na rentabilidade
Um novo modelo de empresa está ganhando forma.
Chamados de negócios sociais, vem aumentando o número
de empreendimentos que buscam ser sustentáveis e melhorar
as condições socioeconômicas das populações
menos favorecidas. Existem atualmente cerca de 140 negócios
do gênero no Brasil, segundo um levantamento coordenado
por três instituições ligadas ao setor,
Potencia Venture, Fundação Avina e Ande Polo Brasil.
A Solidarium faz parte deste grupo de empresas que nascem com
o objetivo de ajudar a sociedade, além de obter uma rentabilidade
financeira.
De um lado, pequenos produtores que não sabiam como vender
e, do outro, grandes varejistas atrás de novidades para
as suas prateleiras. Este foi o campo de visão de Tiago
Dalvi, fundador da Solidarium, que esse ano faturará
R$ 700 mil. A missão da Solidarium é levar os
produtos artesanais de 44 cooperativas e produtores para o comércio,
por meio do Walmart, das Lojas Renner, da Tok&Stok e de
mais 300 lojas por todo o país. O desafio da empresa
foi tirar dois milhões de trabalhadores de debaixo da
linha de pobreza e lhes conceder meios próprios de sustento.
“Negócios sociais são empresas que têm
como foco principal servir a base da pirâmide. O impacto
social é o foco central do trabalho, mas para isto elas
utilizam mecanismos de mercado, como a venda de produtos. Pode
ser uma empresa que visa o lucro, no entanto, que tenha como
sua atividade principal resolver um problema social”,
explica Renato Kiyama, Gerente da Aceleradora de Impacto da
Artemisia, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A formação do conceito
A principal questão por trás do modelo de empreendimento
é como transformar problemas sociais em oportunidades
de negócios que promovam o desenvolvimento humano. A
ideia da iniciativa é juntar o melhor do segundo setor
e do terceiro setor, ou seja, unir o processo de gestão
das empresas capitalistas às iniciativas sociais realizadas
por ONGs e outras associações civis.
“Caracterizamos essas empresas como o setor ‘dois
e meio’, porque seria um nível intermediário
em que as companhias visam lucros, mas sempre relacionados a
serviços sociais específicos. Não é,
por exemplo, como a Natura, uma empresa capitalista que realiza
projetos voltados para a sociedade”, destaca Maurício
Turra, Professor de Responsabilidade Social, em entrevista ao
portal.
As categorias de atuação dos negócios sociais
mais visadas pelos investidores, segundo um mapeamento realizado
pela Ande Polo Brasil, são as de serviços financeiros,
com 62 empreendimentos voltados ao assunto. Em seguida, aparecem
saúde, educação e cultura, com 14 negócios,
e ainda 13 ligados ao artesanato. Nesta lista também
entram moda e decoração, agricultura e alimentos,
tecnologia e energia, além de canais de distribuição,
turismo e moradia.
Desenvolvimento pelo país
O movimento solidário é antigo no Brasil, mas
os negócios sociais começaram por volta dos anos
2000. A primeira iniciativa no mundo foi de Muhammad Yunus,
vencedor do Nobel da Paz em 2006, ao criar em 1976 o banco Grameen,
em Bangladesh, para emprestar dinheiro a populações
carentes. Nascia assim o microcrédito, que por meio do
banco do bengalês já liberou US$ 11 bilhões
para mais de oito milhões de pessoas.
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Criação
em parceria

Entre as vantagens da web está a possibilidade de
cocriação, cada vez mais utilizada pelas empresas.
A tendência, no entanto, também aparece no
ambiente físico. A já citada Harley-Davidson
é conhecida por levar os clientes para acompanharem
os engenheiros da empresa. Já a dinamarquesa Lego
convida crianças para oficinas onde geram ideias
para novos brinquedos com os famosos blocos de montar.
Na Procter & Gamble, a estratégia de conexão
e desenvolvimento substituiu a tradicional abordagem de
pesquisa e desenvolvimento. O programa de inovação
alavanca a rede de empreendedores e fornecedores globais
da P&G para que ofereçam ideias de produtos.
Como resultado, a iniciativa passou a contribuir com cerca
de 35% da receita da companhia e gerou itens conhecidos
pelos consumidores de todo o mundo como o creme Olay Regenerist
e as escovas a pilha Crest SpinBrush.
As mais amadas
Com a cocriação, vem também o conceito
de comunidade, que se sobrepõe à segmentação
tradicional. “A segmentação produz pessoas
homogêneas, enquanto as comunidades têm diferentes
pessoas. A Apple, por exemplo, construiu comunidades de
indivíduos que amam a marca”, ressalta Kotler.
Com as comunidades, as companhias conseguem manter os clientes
proprietários, aqueles que compram, ficam satisfeitos,
falam para outras pessoas, convencem a experimentar e fazem
críticas construtivas, como fãs. Mais do que
isso, as empresas conquistam funcionários proprietários,
que possuem um senso de propriedade, são leais, sugerem
melhorias e servem os consumidores da melhor maneira possível.
Características como essas levam os norte-americanos
a amarem empresas como Amazon, Best Buy, BMW, Container
Store, eBay, Google, Harley-Davidson, Honda, IDEO, IKEA,
Johnson & Johnson, Starbucks, Timberland, Toyota e Whole
Foods, algumas das listadas no livro “Firms of Endearment
– How World-Class Companies Profit from Passion and
Purpose” (Os segredos das empresas mais queridas –
Como empresas de classe mundial lucram com a paixão
e os bons propósitos), de Raj Sisodia, Jag Sheth
e David B. Wolfe.
Essas companhias, que não só contam com uma
verdadeira legião de fãs, como também
são altamente lucrativas, têm características
em comum:
- Alinham os interesses de todos os grupos de stakeholders;
- Os salários
de seus executivos são relativamente modestos;
- Adotam uma política
de “portas abertas” de acesso à alta
gerência;
- A remuneração
e os benefícios de seus funcionários são
elevados para a categoria, o treinamento de seus funcionários
é mais longo e a rotatividade da mão de obra
é menor;
- Contratam pessoas
que têm entusiasmo pelos clientes;
- Consideram os fornecedores
parceiros legítimos, que colaboram para melhorar
a produtividade e a qualidade e para reduzir os custos;
- Acreditam que a cultura
corporativa é seu maior ativo e sua principal fonte
de vantagem competitiva;
- Seus custos de Marketing
são muito menores do que os de outras empresas do
seu setor e, ao mesmo tempo, a satisfação
e a retenção de clientes são muito
maiores.
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A
estratégias maliciosas do marketing comercial
Como não tenho ouvido
reclamações ou críticas que se relacionem com
as propagandas comerciais, talvez seja apenas eu a única pessoa
que com elas se irrita. Certamente movido pela senectude, exponho
minha intolerância com relação aos comerciais
abusivos e idiotas que se alastram por toda parte, generalizando-se
absurdamente em todos os setores da mídia. O Comércio
em geral nos trata a todos como palermas, sem o mínimo respeito
à inteligência dos consumidores, inobservando as normas
do Código de Defesa do Consumidor que, por sua vez, nada faz
para combater a inobediência às suas diretrizes.
Infelizmente em nosso País a falta
da escolaridade mais elementar reina absoluta, e de modo mais incisivo,
entre as classes financeiramente menos favorecidas, ou seja, aquelas
que não tendo conhecimento como se calcula juros compostos
e não podendo comprar à vista, são compelidas
a fazerem-no em “suaves prestações, sem entrada
e SEM JUROS”!
Ilustrando, cito três exemplos de propagandas
eivadas de falsidade e que veiculam suas mensagens informativas,
visando persuadir o mercado consumidor, essencialmente as pessoas
desavisadas, a um falso raciocínio.
1. Anuncia-se o “produto X por R$1.000,00
à vista ou em 10 parcelas de R$100,00, sem entrada e SEM
JUROS. Uma cínica e impudente mentira! Na verdade o preço
à vista não é o enunciado e a venda é
COM JUROS. Se o cliente procurar o gerente da Loja recebe de imediato
um desconto de até 30% para pagamento à vista, porque
na verdade o preço real seria R$700,00 e os R$300,00 restantes
referiam-se aos juros nele embutidos. A expressão “sem
juros” é, conseqüentemente, outra impostura. Por
conseguinte, são duas inverdades em um só anúncio!
2. O preço de todo e qualquer produto termina sempre em R$0,99.
De tão ridículo se torna inominável. Esta falta
de seriedade é uma molecagem, um desrespeito ao cliente.
E mais, se houver reclamação pelo troco de R$0,01,
é-lhe oferecida uma balinha. Isso caracteriza falsa emissão
da moeda e é crime contra o Tesouro Nacional! Os Postos de
Combustíveis então se tornaram irritantes. Criaram
mais uma subdivisão para a moeda. Agora o real não
se subdivide em apenas centavos, mas em mil avos. Não sei
se os proprietários de Postos já avisaram o Banco
Central e a Casa da Moeda sobre essa sua iniciativa. Do preço
do litro de combustível consta a unidade de potência
9. É possível que uma pessoa de outro país
que não está a par de nossas idiotices, pense que
o litro de gasolina, por exemplo, custa R$2.544,37, ou seja, R$2,39
elevado à nona potência. Se a bomba de fato registrasse
R$0,001 de economia por litro, esta seria de R$0,05 centavos em
cada tanque de 50 litros, porém não se deve esquecer
de subtrair daquela suposta economia os prejuízos inerentes
ao excesso de mistura e do combustível que passou pela registro
mas ficou na mangueira, sem entrar no tanque do veículo.
3. A gritaria usada para propagar o produto na TV, é erroneamente
considerada uma propaganda dinâmica, arrojada, empreendedora.
Alguém gosta que lhe sejam dirigidas palavras aos gritos
e de modo repetitivo? Seria muitíssimo mais convincente se
a mensagem fosse transmitida por pessoa que inspire credibilidade,
de modo educado e com palavras seguras, calmas, firmes, e com olhos
nos olhos, ou melhor, na objetiva da câmara. A gritaria exaltada
em voz alta e aguda, só justifica o axioma espanhol “la
razón habla, la sinrazón grita”.
É evidente que eu não ousaria
ensinar publicidade aos marqueteiros, algo sem nenhum cabimento
e inimaginável. Mas como consumidor posso sugerir-lhes uma
mudança drástica: amainem a propaganda agressiva e
o estardalhaço dos porta-vozes e se surpreenderão
com a boa receptividade da clientela e a conseqüente melhora
de resultados.
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O
poder da loja e suas perspectivas
Em todo o mundo, há uma clara preocupação com
o cenário econômico, seus possíveis desdobramentos
da crise no consumo e, consequentemente, com os resultados futuros
das empresas de varejo. As empresas americanas, por exemplo, têm
atuado de maneira cautelosa e conservadora desde 2008, focando em
redução de custos, aumento de produtividade, geração
de caixa e expansão internacional.
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Maioria das empresas ainda não pratica o Marketing 3.0
“Se daqui a cinco anos você estiver no mesmo ramo em que
está hoje, seu negócio não existirá mais”.
A frase destacada por Philip Kotler mostra a urgência por inovação
dentro das empresas, além de uma mudança de foco. Mais
do que olhar para os clientes, as marcas criativas precisam ver o
consumidor como um ser humano. É isso o que propõe o
Marketing 3.0, conceito nascido em 2005 na Ásia e explorado
no livro Marketing 3.0, um dos mais vendidos em 2010 no Brasil, lançado
pela editora Elsevier e escrito por Kotler, em parceria com Hermawan
Kartajaya e Iwan Setiawan.
Para se destacar no contexto atual, as companhias precisariam sair
do Marketing 1.0 – onde se encontra a maioria das empresas
do planeta – para o Marketing 3.0. Apesar da ideia não
ser novidade e vir sendo amplamente divulgada por Kotler em todo
o mundo, o conceito está longe de sair do papel.
“A maioria das empresas é de Marketing 1.0. Entregam
um bom benefício mentalmente”, disse Kotler durante
o Seminário HSM, realizado na última segunda-feira,
dia 26, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O guru do Marketing
lembrou ainda que poucas companhiam praticam até mesmo o
Marketing 2.0, aquele capaz de transformar clientes em fãs,
como fazem marcas como a Harley-Davidson.
Preocupação com o planeta
Juntando o benefício mental proposto pelo Marketing 1.0 e
a felicidade gerada pelo Marketing 2.0, o Marketing 3.0 quer ir
além: as empresas devem entregar amor, fazer as pessoas se
sentirem bem emocionalmente e, mais do que isso, olhar para o planeta
como um todo.
“É não atender apenas o lado emocional, mas
mostrar aos clientes que a empresa se preocupa com o mundo. Isso
é o Marketing 3.0”, explica Kotler. Ao praticar o Marketing
Social, as marcas usam os princípios básicos da ferramenta
para ajudar pessoas, com ações que colaboram para
a melhoria da vida, como campanhas que incentivam a parar de fumar
ou se alimentar melhor.
Olhando para trás
Na busca pela inovação e pelo bem social de forma
sustentável para a empresa, vale reinventar o passado. Nem
toda companhia poderá criar o novo iPad, então por
que não olhar para antigos negócios e aproveitar o
seu potencial?
Foi o que fez a Starbucks, por exemplo, quando transformou a experiência
de tomar café e virou sinônimo da categoria. Ou a Zappos,
que superou o principal obstáculo da venda de calçados
pela internet e, diante da dúvida dos consumidores quanto
ao tamanho do sapato, passou a enviar três números
do mesmo modelo, arcando com a despesas de devolução.
A TOMS Shoes foi além e não só reinventou a
venda de calçados, como também agregou o valor social
ao negócio. Para cada par de sapatos vendido pela empresa,
outro é doado a crianças carentes. Na hora de se destacar,
a internet aparece como uma forte aliada, mas não a única.
O investimento no digital deve ser cauteloso.
“Conheço uma empresa que redirecionou 50% do seu orçamento
de Marketing para o digital e o resultado foi catastrófico.
Repasse 10% para as mídias digitais e contrate alguém
que entenda de internet. Se trouxer resultado, dê mais 10%”,
aconselha Kolter.
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Marketing social
é a modalidade de ação mercadológica institucional
que tem como objetivo principal atenuar ou eliminar os problemas sociais,
as carências da sociedade relacionadas principalmente às
questões de higiene e saúde pública, de trabalho,
educação, habitação, transportes e nutrição.
Marketing social pode ser definido como a gestão do processo de
inovações de cunho social a partir da adoção
de atitudes,comportamentos e práticas individuais e coletivas,
orientadas de acordo com preceitos éticos, sendo estes fundamentados
com base nos direitos humanos.
O marketing social
utiliza técnicas mercadológicas e de conhecimentos, para
adaptar-se a condição de que pode promover o bem estar social.
Trabalha-se com metas claramente definidas, objetivos, metas mensuráveis,
avaliações quantitativas e qualitativas, além de
desenvolvimento de tecnologias sociais para segmentos específicos.
Desta maneira o Marketing Social busca criar um conceito das inovações
sociais que pretende introduzir, implementando estratégias, criando
e planejando, além de executar as campanhas de comunicação
para satisfazer necessidades que não estão sendo atendidas,
estabelecendo novos paradigmas sociais.
A definição de marketing
social é tão extensiva como o de “economia social”
que, como é conhecido, abarca instituições muito
diversas. Efectivamente, a actividade de instituições tão
distintas como as organizações de utilidade pública,
ONG, fundações, IPSSs, empresas comerciais com uma política
de responsabilidade social e organizações sem fins lucrativos,
direccionadas para a economia social. O marketing social consiste no uso
de princípios e técnicas de marketing para persuadir determinados
públicos-alvo, para que deliberadamente aceitem, rejeitem, alterem
ou abandonem um comportamento para proveito de indivíduos, grupos
ou da sociedade em geral. |